
"Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim Aquele que há de ser o governante de Israel" (Miquéias 5,1).
Quem poderia imaginar que César Augusto, tantos séculos depois do profeta Miquéias, seria aquele que daria oportunidade para o Príncipe de Israel nascer em Belém? E por um motivo tão fútil como um recenseamento?
Assim é que, obedecendo aos homens (César) e a Deus (profecia de Miquéias), Maria entra
Que mistérios! Quais terão sido os sentimentos de Maria na sucessão de coisas tão estranhas? Uma viagem na iminência da maternidade. Dar à luz num estábulo. Deitar sua criatura numa manjedoura, exatamente o oposto do que uma mãe espera numa hora como essa. Só porque um imperador decidiu contar seus súditos...
Que sentimentos confusos! Ao mesmo tempo, que obediência! Que paz! Que serena alegria ao ver, finalmente, o Filho, ao contemplá-lo, acariciá-lo, beijá-lo!
Belém é terra de mistérios, encruzilhada de sentimentos contrastantes. É lugar de luz e alegria. Na escuridão da noite nasce o príncipe da luz. Na hora do sofrimento de Maria e de José, os anjos anunciam alegria para o mundo inteiro. Na pobreza de uma criancinha mal abrigada esconde-se o Filho do Deus onipotente. E Maria? Imagem terrena do Pai eterno, ela embala o Filho, que é dela no tempo, e é dEle na eternidade, sob o olhar complacente de José. Que podiam entender os homens?
Que homens, se tudo se passou no silêncio, às escondidas? Prestemos, porém, atenção: ouvem-se vozes e passos. São os pastores que dizem entre si: "Vamos a Belém para ver o que aconteceu, segundo o Senhor nos comunicou" (Lucas 2,15).
Depois do medo e do susto, a curiosidade e a pressa. Tropeçando, correndo. Sim, correi pastores, gente simples, pobre, ignorante. É a vos que, antes de todos, está reservado conhecer o mistério de Belém. Será de vossos lábios que partirá para o resto do mundo o anúncio de que um menino nasceu, que está deitado numa manjedoura, envolto em panos, entre animais. A vós caberá anunciar a luz dessa noite. A vós tocará o privilégio de conhecer um pouco do mistério de Jesus, do mistério de Maria e de José, porque Belém é um mosaico onde se confundem as cores de mú1tiplos acontecimentos e mistérios.
Nós também ficamos atônitos e, em silêncio, contemplamos Maria, José e Jesus. Eles nada dizem. Porque Belém é para se contemplar, meditar e guardar no coração; como Maria, que "guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração" (Lucas 2,19).
Com os pastores, vamos até Belém e vejamos o que aconteceu. Não digamos nada. Procuremos olhar, compreender, meditar, orar, agradecer. Para que aprendamos a amar: amar por amar; amar a pobreza, o silêncio, a humildade, a virgindade, a obediência, a pequenez, a paz, a alegria, a luz.
Vamos a Belém. Entremos na gruta. É a escola do mundo! Que fizemos das lições que aí nos foram dadas? É sempre tempo de voltar a Belém!
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* Cfr. HILÁRIO MOSER, Caminhando com Maria, 4ª edição, Editora Salesiana, São Paulo, 2010, pp.
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Próxima postagem: dia 30 de dezembro, sábado.
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A TODOS OS LEITORES DESTE BLOG
DESEJO UM SANTO NATAL.
QUE O FILHO DE DEUS FEITO CRIANÇA
SEJA PORTADOR DE PAZ, ALEGRIA E ESPERANÇA.
FELIZ NATAL!
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