
Começa um novo ano. Começa com Maria, a Mãe de Deus. Ela é toda de Deus, toda de Jesus, toda nossa. Mãe de Deus, nossa Mãe. Modelo da Igreja, Mãe da Igreja: assim é Maria.
Do alto da cruz, Jesus dá a última lição de Evangelho à sua Mãe. E Maria compreende que nesse instante começa sua missão. Ela, a primeira a ser salva pelo seu próprio Filho, é também a primeira a ser sua discípula. Maria é a primeira cristã, o modelo de todo aquele que segue a Cristo.
Os crentes de todos os tempos e lugares olharão para Maria como o Evangelho escrito em carne e sangue. Ninguém como Ela cumpriu as palavras e os mandamentos de Jesus. Ninguém como Ela seguiu Jesus - Caminho, Verdade Vida. Ninguém como Ela testemunhou Jesus. Maria é o modelo do cristão, modelo da comunidade cristã, modelo da Igreja.
Consciente dessa posição e da missão maternal que assumiu na morte de Jesus, Maria se põe à frente dos discípulos de Cristo recolhidos no Cenáculo. Lá, com eles, ora ao Pai, pede a seu Filho o dom do Espírito Santo prometido a todos os seguidores de Jesus.
Sua maternidade começa pela fé, pela abertura a Deus, a fim de que seu Filho seja gerado nos corações dos discípulos por obra do Espírito Santo, como outrora Ela mesma o trouxe em seu seio. Ser Mãe dos cristãos era ser Mãe na ordem da fé, da salvação, da vida divina.
Maria, que gerou Cristo, devia gerar também todos os irmãos e irmãs de Cristo; toda a família de Cristo, a Igreja. No Pentecostes é que nasce a Igreja. No Cenáculo, "todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres – entre elas, Maria, Mãe de Jesus" (Atos dos Apóstolos 1,14). A oração de Maria, sua fé, sua atenção a Deus foram por certo chamariz do Espírito para todos.
A missão maternal de Maria tomou dimensões bem mais profundas e universais no momento em que ela também, como seu Filho, entrou definitivamente para aquela esfera de vida que é a ressurreição. A plenitude de vida que a ressurreição lhe conferiu fez de Maria a Mãe e a Rainha do universo, particularmente da Igreja.
Conferiu-lhe ainda a possibilidade inacreditável de estar presente junto a nós em todos os tempos e lugares. De caminhar conosco em qualquer estrada. De acudir a qualquer chamado. De socorrer em qualquer apuro.
É na Assunção ao céu em corpo e alma que Maria pode finalmente desdobrar a sua maternidade para conosco. É nessas bodas eternas que Maria, Mãe atenciosa, se desfaz em cuidados para que a ninguém falte a alegria da salvação.
Liberada das condições do tempo e do espaço, Nossa Senhora está no meio de nós. Ela nos conhece, nos ama, vela por nós, preocupa-se conosco, ora por nós, ampara-nos, defende-nos. E nós olhamos para ela como nosso modelo evangélico de cristãos e de Igreja. Recorremos confiantemente a ela como nosso Auxílio e nossa Mãe.
No início de um novo ano, vamos a Maria, pedindo-lhe que acompanhe os nossos passos em cada dia deste novo tempo que Deus nos concede.
Maria é chamada “causa da nossa alegria”. Desde agora me alegro ao pensar – assim espero! – que com minha Mãe estarei na santa glória, um dia.
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2012
FELIZ ANO NOVO, COM MARIA,
SEMPRE CAMINHANDO COM JESUS:
ELE É O CAMINHO!
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Próxima postagem: dia 6 de janeiro, sábado.
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