domingo, 23 de outubro de 2011

JESUS, A MISSÃO, OS JOVENS E O ECUMENISMO















O que tem a ver uma coisa com a outra? – Tudo tem a ver! Não pode existir um discípulo ou discípula de Jesus que não se importe com a causa pela qual Ele morreu na cruz: a unidade (cf. João 11,52).






Para isso o Pai deu seu Filho ao mundo, para isso Jesus se fez nosso irmão, para isso Ele anunciou o Evangelho, para isso morreu na cruz, para isso mandou que seus discípulos levassem até os confins do mundo sua Palavra e sua Vida. Esta é a grande causa de Jesus: que todos sejam uma coisa só, como Ele é um só com o Pai, no Espírito Santo (cf. João 17). Eis a grande Missão, eis o sentido das Missões.






Leia os Evangelhos e verá quanto Jesus insiste sobre a unidade de todos os seus discípulos e discípulas: um só rebanho, um só Pastor, um só Mestre, uma só Igreja.






É fundamental, portanto, que todos os discípulos e discípulas de Jesus tenham consciência da importância da causa ecumênica e trabalhem por ela. E, dado que o futuro do mundo e da Igreja é a juventude, é fundamental também que sejam os jovens e as jovens a assumirem com entusiasmo essa busca constante da unidade querida por Jesus.






De fato, a juventude de hoje carrega consigo traços importantes que apontam para a unidade: o desejo de estar em grupo, o anseio pela paz, a comunicação por meio das redes sociais que vão quebrando barreiras e abrindo-se aos outros, a predisposição em acolher o diferente, a busca do transcendente e do sagrado, e outros.






Caso típico que revela ao mundo essas características da juventude do nosso tempo foi a recente Jornada Mundial da Juventude celebrada em Madri. Como não ficarmos impressionados com a imensa quantidade de jovens de todo o mundo, com sua presença alegre e descontraída, em paz, sem criar problemas à cidade e ao país que os hospedavam?






Tudo isto realmente significa preparar o próprio futuro e o futuro da humanidade. Jovens cristãos que insistem em fechar-se em seus “guetos” religiosos negam automaticamente o próprio qualificativo de “cristãos”. Como podem, discípulos e discípulas dAquele que deu a vida na cruz pela unidade de todos, voltar-Lhe as costas, desinteressados do seu sofrimento que se prolonga através dos séculos no seu “Corpo” estraçalhado por tantas divisões?






Estamos cansados de divisões, de confrontos, de polêmicas, de discriminações, de acusações e rejeições mútuas, de “guerras de religião”. Precisamos buscar a unidade e a paz. Evidentemente, não uma unidade e uma paz de fachada, mas a unidade e a paz profunda que tem como alicerce a verdade de Jesus.






Por isso, o ecumenismo pede um diálogo autêntico, aberto e sincero, cujo primeiro passo é nos conhecermos uns aos outros, tanto mais quanto maiores forem as diferenças existentes entre igrejas, comunidades e grupos religiosos que professam sua fé em Cristo.






Não é escondendo o que somos que poderemos nos entender. Pelo contrário, a compreensão mútua deve começar pelo conhecimento da nossa diversidade, pela aceitação mútua, pela busca comum da unidade, com respeito, humildade e, mais do que tudo, com muita oração, pois a unidade, em última análise, é um dom do Espírito Santo. Sem dúvida, porém, a unidade que vem do céu pode ser embargada pela nossa indisponibilidade a seguir os caminhos sugeridos pelo Espírito. De fato, Deus nada faz à nossa revelia; ele busca o nosso coração bem disposto.






A juventude é a grande esperança do Ecumenismo! A juventude tem pela frente a grande Missão: trabalhar e rezar para “que todos sejam um só”, como Jesus e o Pai são um só no Espírito Santo.






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Próxima postagem: dia 30 de outubro, domingo.

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