segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A CRUZ DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE (JMJ)






A Cruz da JMJ, de Madri, Espanha, chegou ao Brasil e logo começou sua andança pelas nossas dioceses. Bem-vinda, Cruz da JMJ, à Terra da Santa Cruz!




A Cruz é certamente o símbolo mais difundido em todo o nosso planeta. Será também o mais conhecido, apreciado e meditado? Penso que não. Uma coisa é olhar para a Cruz e reconhecê-la enquanto Cruz: duas traves Cruzadas, uma vertical, mais longa, outra horizontal, mais curta. Outra coisa é olhar para a Cruz e reconhecer a “louca” e fantástica história de amor e salvação que nela se consumou. Olhar para a Cruz dessa forma é olhar para Aquele que nela esteve pregado: Jesus, o Filho do Deus vivo.




Vale a pena parar diante da Cruz e tentar rememorar os sofrimentos que Jesus nela padeceu: eles são a prova concreta do seu amor por nós e nos mostram qual é o significado real da Cruz.




Para isso, vou me servir de algumas indicações de uma reportagem feita por um jornalista norte americano, Lee Strobel, com um médico da universidade da Califórnia, Dr. Alexander Metherell. A pergunta de Strobel foi: "O senhor poderia traçar um quadro do que aconteceu com Jesus?". Na resposta, omito a parte referente aos sofrimentos anteriores à crucificação que, por si sós, nos fazem estremecer de horror, por causa da suprema crueldade.




Diz o Dr. Alexander Metherell que Jesus, chegando ao Calvário, foi deitado de costas, para que suas mãos pudessem ser pregadas na viga horizontal que Ele carregou no caminho para o Calvário; a viga horizontal já estava plantada no chão.




Para pregar Jesus na Cruz, os romanos usaram, como de costume, pregos com cerca de 15cm, muito afiados. Com eles atravessaram os pulsos de Jesus. Imagine a dor insuportável desse suplício... Depois, a viga transversal, com Jesus pregado nela, foi alçada para ser encaixada na viga horizontal, formando, assim, a Cruz; na viga vertical foram pregados seus pés. Com isso, os braços ficaram imediatamente estirados, os ombros saíram do lugar, as juntas se distenderam 15cm. A partir desse momento, a crucificação, em essência, foi uma lenta agonia até a morte por asfixia.




Nessa posição, os músculos se distenderam, o peito ficou na posição de inalar o ar. Jesus, para isso, teve de firmar-se sobre os pés a fim de aliviar um pouco a tensão dos músculos. Forçado a repetir esse movimento sem parar, o prego rasgou-Lhe os pés, prendendo-se contra os ossos. Esse esforço inaudito em busca de ar, levou Jesus à exaustão total.




Ao diminuir a respiração, ela entrou no que é chamado de acidose respiratória: o dióxido de carbono no sangue é dissolvido em acido carbônico, fazendo a acidez do sangue aumentar, o que leva o coração a bater de forma desencontrada. Quando o coração começou a bater irregularmente, Jesus deve ter compreendido que chegara a hora da sua morte, e disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Logo ocorreu a morte por ataque cardíaco...




O soldado romano se aproximou e Lhe varou o peito com uma lança que atravessou o pulmão direito e o coração. Como João, testemunha ocular, descreveu em seu evangelho, logo escorreu um líquido de aparência transparente, como água, seguido de um grande volume de sangue. Tudo estava realmente consumado.




A testemunha muda desse martírio cruel foi a Cruz. Se pudesse falar, ela nos contaria mais minuciosamente do que um médico os sofrimentos do Filho de Deus. Entretanto, não é preciso que ela fale: a nossa fé nos faz ver e sentir tudo o que Jesus sofreu. Porque, além do sofrimento físico, Jesus padeceu igualmente o sofrimento psíquico, moral e espiritual que acompanhou a crucifixão.




Aqui cabe a pergunta: por que tudo isso? São Paulo responde: “O Filho de Deus me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2,20). È esse “por mim” que faz com que eu me ajoelhe diante da Cruz e diga com imensa gratidão: “Nós vos louvamos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos, porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo”.




Que a Cruz da JMJ, ao passar pelas dioceses do Brasil, desperte o compromisso de anunciar aos outros, de modo especial aos jovens, Aquele que, por amor de mim, entre tormentos, entregou sua vida ao Pai na Cruz.




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Próxima postagem: dia 24 de outubro, domingo

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