quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CIÚMES "ECLESIAIS"






Olhe só a importância decisiva destas palavras de São Paulo: “Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós... fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.” (1 Coríntios 12,12-13).




São palavras que todos precisam compreender e aceitar. Em cada comunidade cristã existe diversidade de pessoas e de capacidades; todas essas pessoas, porém, formam um todo só, como acontece com o corpo humano, variado em seus membros, mas uno e único como todo.




Diz ainda São Paulo: “Deus, quando formou o corpo, deu mais honra ao que nele é tido sem valor, para que não haja divisão no corpo, mas, pelo contrário, os membros sejam igualmente solícitos uns pelos outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.” (1 Coríntios 12,24-26).




Sim, a Igreja, a comunidade, é como um corpo. Nela existe a variedade das pessoas e das qualidades de cada pessoa. É preciso que todas as pessoas, com suas qualidades, entrem em comunhão umas com as outras para o bem de toda a Igreja, de toda a comunidade. Assim, quando alguém sofre, todos sofrem; quando alguém se alegra, todos se alegram. Pondo a serviço uns dos outros os próprios dons, a comunidade é enriquecida pela colaboração mútua de todos.




Como é triste, numa comunidade, ver pessoas dotadas de qualidades, mas que, por inveja ou ciúme, se abstêm de colaborar ou se contrapõem a outras pessoas. Essas pessoas não entenderam nada de Evangelho, de Igreja, e, muitas vezes, ainda pretendem ensinar aos outros.




É frequente haver uma nada evangélica “concorrência” entre pessoas que participam de pastorais, associações, movimentos e de outras iniciativas dentro de uma comunidade eclesial. Basta alguém ser escolhido ou destinado para desempenhar alguma tarefa, que imediatamente surgem rivalidades, ciúmes, oposições sem sentido, comentários desabonadores... A Igreja existe no mundo para criar aquela Unidade pela qual Jesus deu sua vida na cruz. Conclusão: não trabalhar pela unidade ou rompê-la significa, de certo modo, crucificar novamente o Mestre. Pode? Mas isso é tão frequente...




Precisamos aprender a trabalhar juntos, sem ciúmes, do contrário não tem sentido dizer que somos Igreja. De que jeito?




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Próxima postagem: dia 9 de agosto, terça-feira.

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