sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ANO NOVO: CELEBRANDO A SANTA MÃE DE DEUS E O DIA MUNDIAL DA PAZ



No Natal, concentramos nosso coração e nosso olhar sobre o Filho de Deus que o Pai celeste no dá como nosso Irmão. No dia primeiro de janeiro, a Igreja nos convida a voltarmos nossos olhos para a Mãe de Jesus, Maria, a Santa Mãe de Deus. É justo que dediquemos a Ela esse primeiro dia do Ano Novo para agradecer-Lhe ter aceitado a missão de se tornar a Mãe do Salvador do mundo. Além disso, é grande alegria para nós, seus filhos e filhas, entrarmos pela “Porta” do Ano Novo que é Maria. É Ela que nos indica cada dia o “Caminho” a seguir: sabemos que esse “Caminho” é seu Filho, Jesus. Vamos, então, iniciar com alegria e esperança o Ano Novo ao lado de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.



O dia primeiro de janeiro é também o Dia Mundial da Paz. Há 46 anos que os Papas, para este Dia, enviam a todas as pessoas de boa vontade, seja qual fora a religião que praticam, uma mensagem exortando-as a serem promotoras de paz. Neste ano, Bento XVI, em sua mensagem, desenvolve o tema “Liberdade religiosa, caminho para a paz”. De fato, sem o respeito pela liberdade religiosa, não pode haver paz. Não é mais novidade para ninguém que, dentre os grupos religiosos mais numerosos, os cristão são os que, em nosso tempo, mais têm sofrido e sofrem perseguições. O respeito pela pessoa humana exige que ela disponha de total liberdade a fim de honrar a Deus conforme sua consciência lhe indica.



Não é por meio de discriminações ou de fundamentalismos que se promove o entendimento entre os seguidores de religiões diferentes. É precisamente por meio do respeito mútuo, da busca de informações adequadas, da compreensão, que se obtém a convivência pacífica, em nível de comunidades, países, regiões e em nível mundial. Por isso, é fundamental que as pessoas desenvolvam em si mesmas esse espírito de respeito mútuo e se tornem promotoras de paz. Além disso, é preciso considerar que a paz é um dom de Deus. Esse dom é fruto da justiça, do nosso esforço e também da nossa oração. Dia primeiro de janeiro, Dia Mundial da Paz, é, pois, tempo de oração.



Conclusão: ponha-se em paz com Deus, consigo mesmo e procure viver em paz com todos, promovendo a paz entre todos. Jesus inclui os promotores de paz entre os “bem-aventurados” (Mateus 5, 9).



Desejo-lhe um Ano Novo muito feliz. Certamente será “feliz” na medida em que você for um promotor de paz.


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Nota: Por inadvertência excluí a postagem anterior "Jesus Nasceu".

Próxima postagem: dia 7 de janeiro, sábado.

sábado, 18 de dezembro de 2010

A CAMINHO DO NATAL COM JOÃO BATISTA


Ao longo deste Advento nos encontramos com três personagens que de certa maneira o personificam: Maria, Mãe de Jesus; o profeta Isaías e João Batista, o maior dos profetas, como o qualificou Jesus. João Batista é o Precursor, aquele que precede o Messias, preparando sua chegada, seu advento.



João Batista intervém na liturgia a partir do segundo domingo do Advento. João convida à conversão: “Convertei-vos porque o Reino dos Céus está próximo” (Mateus 3,2). É preciso ouvir sua voz, que o profeta Isaías qualificou como “voz que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas” (Mateus 3,3).



De toda parte acorriam a João multidões e para cada um ele tinha uma palavra de conversão, muitos confessavam os próprios pecados e se faziam batizar por ele. Abalava os corações com ameaças severas: “O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo” (Mateus 3,10). Apela para o juízo do Senhor, para ver se consegue amolecer corações empedernidos. E anuncia para breve a finda daquele que purificará os corações com o fogo do Espírito Santo.



O convite de João é feito a nós também pela liturgia da Igreja. O lugar onde Jesus quer nascer, não é um coração-majedoura de animais, mas um coração puro e santo. Para isso é que o Advento vem em nossa ajuda: conversão!



No terceiro domingo do Advento João retorna. Jesus mesmo no-lo apresenta, dizendo que “ninguém é maior do eu João”. João aqui se apresenta a nós como o Precursor do Messias. Dele escreveu o profeta Malaquias, citado por São Mateus: “Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti” (Malaquias 3,1; Mateus 11,10). Por isso é que João Batista é conhecido como o Precursor do Messias, o anunciador de Jesus. João é honesto: não é ele o Messias, como muitos se perguntavam ou afirmavam, mas aquele que prepara o caminho do Senhor.



No Advento, em companhia de João Batista, somos convidados a percorrer nosso caminho ao encontro do Cristo que vem, ouvindo suas palavras que coincidem com as palavras do Senhor: “Convertei-vos, o Reino de Deus está próximo”. O Reino de Deus é o próprio Jesus que vem no Natal. Seu Reino não é deste mundo, mas deve ser implantado neste mundo, a começar do coração dos seus discípulos e discípulas. Faça do Advento um tempo real de conversão e caminhe com alegria ao encontro de Cristo que vem.


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Próxima postagem: dia 24 de dezembro, sexta-feira.


sábado, 11 de dezembro de 2010

ADVENTO COM O PROFETA ISAÍAS

O profeta Isaías é chamado “o quinto evangelista”. Por quê? Porque, séculos antes de Jesus, enquanto profeta, portanto, falando em nome Deus, interpretou a realidade do seu tempo em termos que certamente ao mesmo tempo apontavam para o que haveria de acontecer com o próprio Jesus. São famosas, por exemplo, as palavras de Isaías que a Igreja aplica a Jesus particularmente na Sexta-Feira da Paixão: tem-se a impressão de que o profeta assistiu aos sofrimentos do Redentor e os registrou pormenorizadamente.



A Igreja nos propõe a leitura de Isaías também no tempo litúrgico do Advento. Também neste caso parece que o profeta viu com seus olhos a chegada do Salvador do mundo e, por isso, exortou as pessoas do seu tempo a se prepararem para acolhê-lo devidamente. Aliás, é o que faz São João Batista, repetindo aos homens e mulheres do seu tempo as mesmas palavras de Isaías.



Por isso, Isaías é figura importante do tempo do Advento e convém que prestemos atenção às suas exortações. O que ele diz? No primeiro domingo do Advento Isaías contempla, em visão, o monte de Sião, onde está construída Jerusalém e, nela, se ergue o templo do Senhor. Ele vê todos os povos voltarem seus olhos para lá e acorrerem ao encontro do Senhor a fim de ouvir sua Palavra e observar seus preceitos, porque é precisamente no templo do Senhor que o Senhor habita.



Não foi em Jerusalém que Jesus se manifestou ao mundo como Salvador de todos os povos? Não foi em Jerusalém que ele foi crucificado e ressuscitou? Pois que seja assim também durante o tempo do Advento: que todos os corações se voltem para Jerusalém, propriamente, se voltem para Jesus.



No segundo domingo do Advento Isaías retorna e diz que “naqueles dias, nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, sugira o rebento de uma flor; sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus” (Isaías 11,1-2). Em seguida, anuncia um mundo novo de justiça e de paz por obra do Messias: “Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será sua morada” (Isaías 11,10).



Novamente o profeta aponta para o futuro Messias ao qual acorrerão todos os povos, pois Ele é a Salvação. Dessa forma, o profeta exortava seus contemporâneos a manterem firme a esperança na vinda do Salvador do mundo. Foi o Advento mais longo, mais esperado, até que se realizou em Jesus.



Por isso, João Batista, que é recordado no Evangelho deste segundo domingo do Advento, também ele apela para o profeta Isaías: o profeta se autodefinia como “a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas” (Mateus 3,3). Também hoje ressoa o convite de Isaías, pela voz de João Batista e pela voz da Igreja: endireitar os caminhos, preencher os vales, arrasar os montes da vida para que o Messias, Jesus, possa vir ao nosso encontro no Natal.



No terceiro domingo do Advento as palavras de Isaías são uma conclamação à alegria pela proximidade da vida do Salvador: “Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. Germine e exulte de alegria e louvores” (Isaías 36,1-2). O texto prossegue: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmais os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é o vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar” (Isaías 35,3-4).



O Advento não é só tempo de olhar para Jerusalém (primeiro domingo), de preparar o caminho do Senhor (segundo domingo), mas também de alegrar-se porque o Senhor está para chegar (terceiro domingo). A alegria messiânica, tão bem celebrada pelo evangelista São Lucas, é um dos sinais da chegada do Messias. Esta é a razão pela qual o terceiro domingo do Advento é chamado, em latim, “Dominica Laetare”, isto é, “Domingo do Alegrai-vos”, e o celebrante pode vestir-se de cor-de-rosa, em vez de roxo, precisamente para significar a alegria da proximidade do Redentor.



Finalmente, no quarto domingo do Advento o profeta Isaías aponta para Nossa Senhora, aquela que será a Mãe do Messias: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel” (que significa “Deus conosco”) (Isaías 7,14). Dessa forma, nós também somos convidados a olhar para Maria, a portadora do Senhor que vem ao nosso encontro com Jesus nos braços, o que ocorre particularmente no Natal.



Como você vê, Isaías nos ajuda a viver em profundidade o Advento e a nos preparar bem para o santo Natal. Fique atento à Palavra de Deus, alegre-se, admire e agradeça a Providência divina que, séculos antes do nascimento do Salvador, anunciou por boca de Isaías o que iria acontecer: o nascimento do Filho de Deus, que recebeu o nome de “Jesus”, isto é, “Deus salva”. O Natal é o início da nossa salvação: como não alegrar-se? Mas é preciso também preparar-se. Viva intensamente o Advento para celebrar intensamente o Natal

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Próxima postagem: dia 18 de dezembro, sábado.


sábado, 4 de dezembro de 2010

MARIA SANTÍSSIMA E O ADVENTO

Você sabe, o Advento é o tempo litúrgico que nos prepara para o santo Natal: dura quatro semanas, nas quais têm importância particular os quatro domingos que dão início a cada uma delas. O segundo domingo do Advento ocorre sempre nas proximidades da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (8 de dezembro).


A figura de Maria Imaculada, no Advento, merece lugar especial, pois, de certa forma, Ela é o Advento. Por que? Porque ninguém melhor do que Ela esperou a chegada do Filho de Deus que trazia em seu seio. Ninguém melhor do que Ela se preparou para acolher o Filho de Deus.
Se, ao nascer, Jesus foi posto numa manjedoura de animais no interior de uma gruta fria e sombria, ao ser concebido, Ele encontrou um “lugar” bem melhor, bem mais puro, bem mais santo: o seio da Virgem de Nazaré. O Filho de Deus foi a única pessoa que pôde escolher a própria Mãe. Escolheu-a e a preparou para cumprir essa missão sublime.
Vindo ao mundo a fim de destruir o domínio do diabo e do pecado, não teria sentido o Filho de Deus ser concebido por mulher manchada pelo pecado (o pecado original). A morte de Cristo na cruz nos resgatou a todos nós do pecado. Resgatou também Maria, mas de forma diferente.
Nós, que nascemos com a mancha do pecado original, somos purificados do pecado por meio do batismo, pelo qual são aplicados a nós os méritos de Jesus morto na cruz. Maria também foi resgatada, mas por antecipação, isto é, impedindo que o pecado a manchasse: por isso Ela é chamada a Imaculada Conceição. Isenta de toda mancha de pecado, Ela também é cheia de graça, isto é, repleta dos dons de Deus. Em outras palavras, em Maria, a presença da Santíssima Trindade a tornou um paraíso de bênçãos, uma mar de vida divina, mais do que todos os santos e as santas do céu. Esta é Maria que, no Advento, vemos caminhar para Belém à espera do nascimento do Salvador do mundo.

Como Maria se terá preparado para esse momento sublime? Sem dúvida pela atenção à Palavra de Deus, pela oração, pelo amor ao Filho de Deus que trazia em seu seio. É isto que também se espera de todos nós na preparação (Advento) do santo Natal.

O Advento é tempo de ouvir com mais atenção a Palavra de Deus, de aumentar a entrega à oração, de crescer no amor ao Filho de Deus que quer nascer dentro de nós, de ampliar a fraternidade para com os irmãos e as irmãs de Jesus que são todos os seres humanos.

Tome Maria como exemplo, como modelo. Ponha-se a seu lado, caminhe com Ela e vá aprendendo a se preparar para acolher Jesus que vem. O Natal sem Jesus não tem sentido. O Natal sem Maria não é bem celebrado. Maria é o Advento! Que o seu Advento seja como o de Maria!

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Próxima postagem: dia 11 de dezembro, sábado.